quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Essa idade tão fugaz na vida da gente, chama-se Presente e tem a duração do instante que passa."

(Mario Quintana)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ai ai.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Paixão é quando apesar da palavra ''perigo'' o desejo chega e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação. Esse negócio de amor, não sei explicar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"... Ando mais objetiva, menos ingênua ...
Ando mais brava, mais exigente, mais 'prova pra mim' ...
Uns chamam de escudo, outros de aprendizado. Eu chamo de precaução e prudência, e isso aí nunca é demais... Talvez eu não tenha aprendido todas as lições necessárias, mas tenho a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma. Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser, mas passei a admirar quem sou. Porque no final, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor. Apesar dos erros continuo trilhando meu caminho à procura do ''Equilíbrio Perfeito''. É preciso correr riscos, seguir certos caminhos e abandonar outros. Ninguém é capaz de escolher sem medo..."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vênus, Eros e o Amor.

O amor dura alguns anos, a hipocrisia a vida inteira. Quando o amor morre numa relação alguém sofre porque para um dos dois o fantasma da relação continua viva, individualmente, embora já não seja recíproca, ou seja, já não há mais relação, mas obsessão, porquanto o liame se partiu : o amor só é possível de se realizar mutuamente, quando há correspondência; essa energia é recíproca, não ocorre tensão fora do campo da reciprocidade. Os antigos simbolizaram essas polaridades com o deus Eros, para o amor masculino, e a deusa Afrodite, grega, ou a Vênus, romana, para a polarizar o eterno feminino que se espressa na mulher. Para os romanos, Amor era um deus filho de Vênus. De fato, a energia do amor nasce e se fortalece antes na mulher, que escolhe, do que no homem, que espera ser escolhido, coroado rei do amor de sua deusa Vênus.Os antigos faziam dos deuses os conceitos com os quais representavam as energias mais poderosas que movem a natureza e o ser humano. Toda a psicologia, ou seja, a mente humana foi fundada por esses deuses que a simbolizavam exteriormente e que, passado o tempo, introjetaram-se no interior do ser humano, nos seus gestos e ritos e fundamentaram essa imensa constelação de símbolos e signos que forma a mente humana. Essa mente pode ser lida nos trágigos gregos, como Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e na comédia de Aristófanes, bem como em Shakespeare e Goethe, no Dr. Fausto, em Hamelet, Rei Lear, Romeu e Julieta, enfim, em toda obra poética carregada de símbolos que são os verdadeiros atores por trás dos signos.A psiquê, primeira voz, primeiro violino de voz que faz a psicanálise, é , antes de tudo, antes dos pensamentos freudianos, uma deusa grega, fato que demonstra que a mente humana é uma representação mitológica, alegórica, um vasto campo de semiótica e semiologia.O amor, energia (deusa ou deus)que se esgota numa tensão, morre quando a tensão é quebrada por um dos indivíduos. Então ocorre um "curto-circuito" e os indivíduos que antes se correspondiam por meio dos elementeos que se ligavam através dessa tensão, nessa comunicação, comunhão, ao menos um dos indivíduos não partilha mais da tensão, desliga-se dela, como um fio da corrente elétrica; alguém quebra o vínculo num tempo antes do outro e o desvinculado fica sofrendo. Consciência é dor, a morte é o fim das dores, por isso quem continua amando, ou obcecado pelo objeto do amor cuja tensão que os ligava se partiu, sofre com a ruptura que, para o outro, que rompeu o liame, nada mais significa, porquanto o amor nele é finado, e o que é morto já não desperta qualquer consciência. Consciência é dor, dor é vida, vida é amor. Deus que continua reencarnado em filhos e filhas.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Amor platônico
Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto.
Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de
Platão, quando vincula o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das idéias. Porque Idéia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.
Disso pode-se concluir que o amor Platônico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Idéia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre sua falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco. Nem de longe é a noção de amor covarde que nunca se realizará.
Perspectiva filosófica
Diferentemente do conceito de amor platônico, quando se fala do amor em Platão estamos nos referindo ao pensamento deste filósofo sobre o amor. A noção de amor é central no pensamento platônico. Em seus diálogos, Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.
A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos. Depois de Platão, entretanto, só os platônicos e os neoplatônicos consideraram o amor um conceito fundamental. Em
Plutarco o amor é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas", Plotino trata do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento neoplatônico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico ou metafísico-religioso.
Mas ... "O coração tem razões que a própria razão desconhece."

Nando Reis, 30/08/2008. Sem palavras!


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O tamanho das pessoas ...

Variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstraro que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, O respeito, O carinho, O zelo, e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande ... é a sua sensibilidade, sem tamanho.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Amor

Você já viu o amor?
Pergunto isso porque eu
particularmente nunca tinha visto esse senhor.
Afinal será que o amor é algo para se ver?
Creio que não seria o caso.
Ou pelo menos nada me levava a crer

Também não me refiro a esse amor carnal
apaixonado, dos amantes calientes
porém, frágil, superficial
nem dos falsos amigos que te "amam"somente nas festas, na alegria
mas quando você derrama lágrimas correntes
percebe que aquela amizade era uma tênue fantasia.

Você só verá o amor nas pessoas que te cercam
na dor, na doença, no desespero, na sombra
na total falta de crença,
pois há doenças que para encarar com paciência
seria quase impossível,
mas se há amor, a calma vem, assim como a clemência.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Rifa-se um coração Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.Um coração moleque que insisteem pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está umpouco usado, meio calejado, muito machucadoe que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desistede acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coraçãoque acha que Tim Maiaestava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".Um idealista... Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração que nunca aprende.Que não endurece, e mantém sempre viva aesperança de ser feliz, sendo simples e natural.Um coração insensato que comanda o racionalsendo louco o suficiente para se apaixonar.Um furioso suicida que vive procurandorelações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometersempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nomede causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posiçõesarrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimase faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizadopor quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas paraquem quer viver intensamentecontra indicado para os que apenas pretendempassar pela vida matando o tempo,defendendo-se das emoções. Rifa-se um coração tão inocenteque se mostra sem armadurase deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de baterouvirá o seu usuário dizerpara São Pedro na hora da prestação de contas:"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei malquando ouvi este louco coração de criançaque insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer" Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se poroutro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltratetanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,mas que incomoda um bocado.Um verdadeiro caçador de aventuras que aindanão foi adotado, provavelmente, por se recusara cultivar ares selvagens ou racionais,por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio,sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano.Um impulsivo membro de comportamentoaté meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado,faz questão de não se modernizar,mas vez por outra,constrange o corpo que o domina.Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredose a ter a petulância de se aventurar como poeta.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

por toda a minha eternidade.


Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz. A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz. Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família. Esquecemos de dizer o quanto os amamos.Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos. Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar. Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito: " te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo", e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha". Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância. E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza: Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós. E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém. Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros. Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza: Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.

domingo, 20 de julho de 2008

Início

" Tomo cuidado para que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura. Os homens podem falar, mas os anjos podem voar. Quem é de verdade sabe quem é de mentira. Não menospreze o dever que a consciência te impõe. Não deixe pra depois, valorize a vida. "